Você tem perfil para empreender?

Bom, vou começar esse post contando um pouquinho da minha história, lá do início, quando minha única preocupação era ganhar um dinheirinho para colocar no meu ‘cofrinho’.

Nessa época aqui ó:

riviee

Desde pequena (e até a vida adulta) minhas referências mais próximas sempre foram: pai empreendedor, mãe, marido (ex) …todos empreendedores. Foi isso que eu vi e convivi de perto desde que me entendo por gente. E aí, quando eu comecei a ‘me entender por gente’ aprendi a fazer bijus com missangas e afins, bijus que faziam maior sucesso entre minhas amigas. `No entanto, eu tinha o ‘dom’ de fazer enquanto minha irmã mais nova era menos tímida e mais despachada tinha o ‘dom’ de vender! E assim montamos nosso 1º negócio de verão: venda de bijuterias na calçada na frente do prédio da nossa avó, aonde passávamos os verões. Alguns verões ganhando nosso $inho assim… parti então para algo mais elaborado (hehe) a costura! Minha mãe costurava e passou a me levar nas aulas (porque eu insistia em ir….) la eu aprendi e passei a reproduzir o que eu aprendia, em casa, até ganhar  minha 1ª máquina de costura! Nessa época eu precisava sempre de looks novos, porque estava começando a sair… (aiai adolescência…meus 15 anos). Eis que eu usava uma roupa e no dia seguinte vendia ela para uma amiga, e a mesma coisa se repetia dia após dia. E aí eu já não ‘precisava’ mais da minha irmã caçula intermediando as minhas vendas porque eu estava pegando confiança no que eu fazia, eu sentia que as meninas gostavam realmente do que eu criava e então a cada dia eu me tornava mais confiante, mais eu entendia do meu produto e do que eu produzia ali….. Passei a vender bem de forma informal, só para completar a renda que eu já tinha com alguns Jobs ‘freelancer’ que eu fiz durante a facul (a proposito eu não me formei ta?!).

Enfim, o tempo passou eu conheci minha sócia – Dag – que me propôs abrirmos uma empresa, mais especificamente a RIVIERA, uma marca de roupa feminina com tudo aquilo que não encontrávamos no mercado tradicional na época. Começando pelo formato de venda que era exclusivo ON-LINE no início….. (bom, a continuação dessa história é papo pra um próximo post!).

Contei tudo isso até aqui para então dizer o que eu penso sobre ter uma empresa, já que eu SEMPRE vivi isso, já que sei como é montar um negócio DO ZERO. Como é não ter salario por meses, e muito pelo contrário, investir tempo e dinheiro (que muitas vezes não temos) em algo que não te garante um retorno certo…

Quando você se propõe a ser empresário você tem responsabilidades muito extracurriculares, que acabam refletindo na saúde, no envelhecimento… as preocupações vão muito além do horário comercial, a cabeça não para depois das 18h nem no fim de semana. Pra que você queira entrar nessa jornada de empreender é essencial que você seja apaixonado pelo que faz! Porque aí você não vai sentir o peso de trabalhar sem ter hora, será prazeroso.

As vezes vale a pena parar para analisar qual o mínimo necessário que você precisa ser feliz. Você precisa realmente ser um empreendedor? Ou estaria feliz sendo um intra-empreendedor? Ou ainda como funcionário?!

Intra-empreendedores -> funcionários que pensam como sócios e são ótimos para se ter dentro da empresa!

Lembrando que se você decidir ser funcionário de fato e ‘estou muito bem obrigado’, é essencial que você invista seu tempo e talento dentro de uma empresa que tenha valores condizentes com os seus. Afinal você estará entregando muito tempo da sua vida ali, você tem que estar alinhado nos seus propósitos.

Beijos mil… Cau

YOU GO GIRL!!!!